Partidos do “sistema” não abdicam da subvenção pública e vão gastar 6 Milhões de Euros na campanha eleitoral

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Os partidos políticos com assento parlamentar ignoraram o pedido dos 35.000 subscritores da petição “Para uma campanha eleitoral sem custos para as finanças públicas” e vão gastar seis milhões de euros do erário público em duas semanas de campanha eleitoral.

Num período em que Portugal está a negociar um empréstimo de urgência para evitar uma situação de bancarrota, os partidos políticos com responsabilidade de governação e com assento na Assembleia da República apresentaram os seus pedidos de financiamento ao Estado para realizar a campanha eleitoral, assim distribuídos:

Torna-se evidente então que:

1.   O PS e o PSD que vão dividir a responsabilidade de governar o País e ter que pedir aos portugueses mais sacrifícios como, provavelmente, abdicar do 13º Mês, reduzir subsídios de desemprego, perder prestações sociais, etc, vão

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gastar desnecessariamente 3,8 Milhões de euros de dinheiro público nesta campanha, acrescendo aos 12,5 Milhões de euros que receberam no último ano de subvenção pública para o seu funcionamento. Pergunta-se: como é possível tamanha insensibilidade ao estado das contas do País? Como é possível pedirem sacrifícios aos portugueses se não são capazes de dar o exemplo? Como é possível que só assumam a responsabilidade de angariar fundos junto dos seus militantes correspondente a menos de 10% da despesa que vão fazer?

1             O CDS que também irá ter responsabilidades de governação, também foi incapaz de abdicar da subvenção pública indo gastar 700.000 € de dinheiros públicos. Acresce que se desresponsabiliza por qualquer angariação de fundos junto dos seus militantes, sendo o único partido que anunciou que fará campanha exclusivamente à conta do financiamento público.

2             O BE e a CDU, em nada se diferenciam dos outros partidos do arco parlamentar. Vão gastar às finanças públicas 1,6 Milhões de Euros.

3             O MEP, que lançou a Campanha “Custo Zero” apresentou no seu orçamento de campanha zero € de pedido de subvenção pública. Outros partidos como o Movimento Partido da Terra (MPT), Partidos pelos Animais e Natureza (PAN), Partido Pró-Vida, POUS, PNR, PDA e PH fizeram o mesmo.

Como querem os partidos políticos do “sistema”, que têm assento parlamentar, ganhar credibilidade e a confiança dos eleitores se em tempo de crise grave não são capazes de poupar seis milhões de euros cuja despesa poderia ser evitada?

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