Portalegre: Assembleias de Credores – Selenis

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Comunicado:

Na sexta-feira como o previsto decorreram as Assembleias de Credores da Ambipet e Fibralegre.

No caso da Ambipet, além da nomeação e votação da Comissão de Credores, foi aprovada a elaboração do Plano de Insolvência por parte do Gestor de Insolvência, Dr. Jorge Calvete. Certo é, que deste plano já faz parte, o despedimento colectivo em curso de 25 trabalhadores, dos 61 da Ambipet. Estes 25 trabalhadores fazem parte das equipas que habitualmente assistiam nas áreas de produção de fibras e reprocessamento. Dado que a Fibralegre deixou de produzir e o reprocessamento vai passar a ser efectuado por outra firma, na antiga Fábrica do Bagaço, estes trabalhadores são por isso dispensados. A Assembleia de credores ficou formada por: BCP, BES, Trabalhadores, Mitsui e Arténius. Suplentes: Transnil e LSMG.

De tarde, na Assembleia de credores da Fibralegre, já que não tem trabalhadores, dado que tinham sido transferidos desta unidade para a Ambipet há algum tempo, sabe-se apenas que parece existir uma intenção do Credor Artenius, em elaborar um plano de viabilidade para a Fibralegre.

14-02-2011 – Assembleia de Credores da Selenis Serviços Criada a Comissão de Credores, constituída por: Trabalhadores, LSMG e Artenius, Evertis Ibérica, Evertis Energia, Securitas, tendo como suplentes, a Fazenda Nacional, a CUF e a representante da firma que presta serviços de limpeza, o relatório apresentado pelo Gestor de Insolvência foi aprovado. Desta sessão tenho a realçar que os trabalhadores são detentores do maior número de votos dos credores e que ficou evidente que a solução apresentada passa pelo despedimento de 35 trabalhadores dos cerca de 75 trabalhadores.

Nota Final – Os dados estão lançados, há que encontrar soluções que viabilizem a garantia de funcionamento do grupo de empresas interligadas e que os trabalhadores sejam respeitados nos seus direitos, tanto os que são despedidos como aqueles que continuam com o emprego.

A minha preocupação continua assente no facto de não existirem garantias do pagamento das indemnizações.

Paulo Cardoso

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