Portugal/Espanha: Fundações têm “toda a vantagem” em promover parcerias

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As fundações portuguesas e espanholas têm “toda a vantagem” em apostar em parcerias para resolver problemas comuns, em áreas como as migrações ou a inclusão social, defendeu hoje o presidente do Centro Português de Fundações.

    “Há uma forte atracção das fundações para agirem na proximidade e responderem às solicitações das comunidades em que estão inseridas. Eu penso é que, hoje, a complexidade e a dimensão dos problemas conduz a que haja toda a vantagem em que se troquem experiências e se juntem esforços”, disse.

    O mesmo responsável, que preside também à Fundação Calouste Gulbenkian e ao Centro Europeu de Fundações, falava aos jornalistas em Évora, à margem do IV Encontro Luso-Espanhol de Fundações, promovido pela Fundação Eugénio de Almeida (FEA).

    “Uma Visão Estratégica Comum para a Cooperação” é o tema em discussão na edição deste ano, que arrancou hoje e termina sexta-feira, com participantes ligados a várias fundações dos dois lados da fronteira.

    A importância da criatividade e da inovação, da alteração de paradigmas de colaboração e parceria, do trabalho em rede, da gestão estratégica e do reforço organizacional são algumas das ideias a vincar durante a iniciativa.

    Para o presidente do Centro Português de Fundações (CPF), é “muito importante” que as instituições dos dois países ibéricos se encontrem porque “há problemas e experiências comuns e há, certamente, oportunidades que podem ser potenciadas” através de parcerias.

    Como exemplo de áreas de actuação em que pode ser realizado esse trabalho conjunto, Emílio Rui Vilar apontou a investigação científica e as questões da inclusão social, do ambiente ou das migrações.

    “Embora a inclusão social se tenha que realizar em termos de proximidade, junto dos emigrantes, a problemática das migrações tem que ser vista numa perspectiva europeia e no relacionamento da Europa com os países emissores de emigrantes. Sem essa visão global estaremos sempre a atacar os sintomas, mas não as causas”, disse.

    As fundações actuam em áreas em que “os recursos são sempre escassos” e em que “os problemas são sempre maiores do que as possibilidades”, vincou o presidente do CPF, para sustentar os benefícios do trabalho em rede dos dois lados da fronteira.

    “Durante muito tempo, não nos conhecemos uns aos outros. Hoje, que as fronteiras desapareceram graças à União Europeia, é um dever das fundações dos dois países juntarem esforços porque os problemas são comuns”, asseverou.

    De entre as fundações portuguesas que já seguem este caminho, Emílio Rui Vilar indicou os casos da FEA, com projectos conjuntos com a Extremadura espanhola, e da Calouste Gulbenkian, que tem parcerias com “variadíssimas fundações europeias”.

    Além disso, lembrou, no ano passado, durante a terceira edição deste encontro luso-espanhol em Évora, foi assinado um convénio bilateral de cooperação entre o CPF e a Associação Espanhola de Fundações, que tem como objectivo, precisamente, promover a colaboração entre as instituições de ambos os países.

   

    RRL.

    Lusa/Tudoben

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