Portalegre:Relatório 1 ª reunião pública SOS São Mamede

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REALIZADA SÁBADO, 10 de Dezembro às 17,30 STO ANTONIO das Areias no Grupo Desportivo Arenense

Comunicado:

51 pessoas compareceram à primeira reunião pública convocada pelo SOS São Mamede (SOSSM), com o objectivo de avaliar o sentimento público sobre as vedações.

A reunião foi presidida por Miguel Pereira com Luiza Assis e Holzhaus Leone na mesa.
Após uma breve introdução sobre as razões para esta reunião, também sobre a existência do grupo bem como o que temos feito até agora, foi passado o vídeo demonstrando a extensão e a altura das vedações, o tamanho das portas, etc.

Durante a reunião foi-se informando sobre as preocupações do grupo. O grupo está preocupado com os efeitos das vedações sobre o turismo, bem como fatores sócio-econômicos. por exemplo, reduzindo os valores da terra e dificuldades na venda de imóveis. Também estamos preocupados, e não acreditamos que seja apenas coincidência que todos os terrenos vendidos no concelho de Marvão, bem com Freguesia de Areias Santo Antonio estejam sobre um filão de terras raras. Nós sentimos que é importante haver uma boa comunicação entre os cidadãos de Marvão para assim podermos enfrentar este problema juntos.

Foram exibidos mapas e fotografias aéreas mostrando a terra comprada e vedada até à data, junto com cópias de artigos da imprensa ,regional e nacional, e cópias de cartas recebidas pelo grupo com respostas parlamentares aos Partidos Verdes e Bloco de Esquerda.
Todas as opiniões foram bem-vindas.

Vários membros da platéia falaram – algumas para dar as suas preocupações sobre os efeitos negativos das vedações; preocupação sobre a falta de controle e supervisão pela parte do Parque Natural de Serra de São Mamede (PNSSM), enquanto os agricultores e proprietários comuns têm de cumprir com restrições rígidas sobre materiais de construção, alturas de paredes, etc

Assinalou-se que as paredes têm de ser não superior a 1m e que, a fim de conter ovelhas, cavalos ou gado uma cerca não precisa ser tão alta ,as cercas que estamos contestando tem quase 2,5 m de altura.

Foi feita uma denuncia de um proprietário cujas terras fazem limite com as vedações. Queixou-se que na construção das vedações deixaram no seu terreno os restos dessa construção, areia e cimento.
Opiniões foram expressas que os proprietários devem ser capazes de fazer o que quiserem com a sua terra. Estas opiniões foram refutadas, tendo em vista estarmos dentro de um parque natural onde há muitas restrições sobre o que pode e não pode ser feito dentro do PNSSM.
Alguns sentimentos anti-estrangeiros foram expressos,( por um grupo de trabalhadores da empresa dona das vedações). Mas também foi apontado que as pessoas que estão a comprar essas terras são eles próprios estrangeiros. Foi salientado que todo aquele que vive nesta área tem o direito de saber o que está acontecendo.

Mesmo aqueles que defendem as vedações (o mesmo grupo de trabalhadores) não conseguiram dizer qual a finalidade de serem tão altas, ou se estão trabalhando num projeto que beneficiará a comunidade. O sentimento principal de muitos dos presentes é que nós simplesmente queremos saber o que está a acontecer e qual a razão ou necessidade de tamanha altura nas vedações.
Outras preocupações foram expressas
• vida selvagem vai sofrer com a liberdade de movimento impedida
• o turismo, especialmente o turismo da natureza já está terrivelmente afectado
• os preços dos imóveis estão sendo desvalorizados
• são afastados potenciais investidores nesta região
Menção foi feita sobre a “Coutada” – terreno municipal na encosta de Marvão, que a Câmara deseja vender, o qual está em risco de ser comprado pela mesma empresa que tem colocado as vedações . Uma caminhada ao redor da área em causa vaia ter lugar em 17 de dezembro.

Em conclusão:
o único resultado positivo desta empresa até agora parece ser o emprego de 22 pessoas, sendo alguns pagos menos que o salário mínimo. Continuam a existir muitas preocupações para nós, temos que nos manter determinados e continuarmos a lutar por obter respostas satisfatórias dos organismos públicos à nossa continuada pergunta; Qual a razão de vedações tão altas?

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