“A sedução de uma vírgula bem colocada” foi inaugurada no MACE
A inauguração da nova mostra, que apresenta obras de Allan McCollum, André Guedes, André Romão, Belén Uriel, Camille Henrot, Carl Andre, Céline Condorelli, Daniel Buren, Daniel Steegmann Mangrané, Daniel Van Straalen, Doug Aitken, Hanne Darboven, Haris Epaminonda, Heim Steinbach, João Maria Gusmão + Pedro Paiva, John Baldessari, Joseph Kosuth, Lawrence Weiner, Leonor Antunes, Luisa Cunha, Lygia Pape, Maria Loboda, Musa Paradisiaca, On Kawara, Pedro Barateiro, Pedro Cabrita Reis, Ryan Trecartin, Sérgio Carronha, Sturtevant, Tatiana Trouvé e Wolfgang Tillmans, contou com a presença de artistas, da vereadora Vitória Branco, em representação da Câmara Municipal de Elvas, do colecionador António Cachola e de outras tantas dezenas de individualidades.
A vereadora Vitória Branco salientou, na sua intervenção, a qualidade desta exposição coletiva, referindo ainda que o “MACE é já um espaço reconhecido a nível nacional e internacional na área da arte contemporânea e pela qualidade das obras em exposição”.
Para o colecionador António Cachola é de “salientar que a coleção residente esteja a ser apresentada pela primeira vez em diálogo com outras coleções”, tendo ainda destacado as novidades desta nova mostra de artistas e a sua diversidade.
Os curadores da exposição são João Mourão e Luís Silva, que salientam a base da exposição: “comparativamente com outros sinais de pontuação mais claros ou de propósito mais transparente, a utilização da vírgula não se rege por regras absolutas. No entanto, esta aparente complexidade, que muitas vezes se traduz por um uso inconsequente, injustificado, ou meramente intuitivo do sinal de pontuação, é consequência de um conjunto de funções básicas que a vírgula cumpre: ela é fundamental numa enumeração, separa expressões e orações dentro da mesma frase e impede também o aparecimento de ambiguidades, sendo que a sua presença, ou a sua ausência, pode infletir o sentido daquilo que é escrito”.





