Elvas: A Guerra como Modo de Ver” é a nova exposição do MACE

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O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) inaugura este sábado, dia 1 de dezembro, pelas 16 horas, a nova exposição temporária “A Guerra como Modo de Ver”, que reúne obras de 31 artistas representados na Coleção António Cachola, incluindo cinco novas aquisições, para observar a temática do conflito ou, como descreve a curadora Ana Cristina Cachola, “uma violência de largo espectro que permeia toda a tessitura sócio-cultural”.

A cidade-quartel fronteiriça de Elvas e as suas fortificações do séc. XVII e XVIII são classificadas desde 2012 pela UNESCO como Património Mundial, um contexto que destaca “A Guerra como Modo de Ver” na sua relação com a história e o património local. Paralelamente, a exposição estabelece “guerra” e “conflito” como temas de continuidade com o mundo de hoje e as premissas do imaginário que propõe observar através da cultura visual, em particular através da arte contemporânea produzida por artistas portugueses, a mesma matéria que institui a Coleção António Cachola como uma das mais atualizadas e importantes coleções privadas do país e o MACE um museu património da cidade de Elvas, com relevo no panorama artístico além-fronteiras.

A “Guerra como Modo de Ver” reúne um conjunto de obras “que tratam a difusão e percepção de uma violência de largo espectro que permeiam toda a tessitura sócio-cultural. Sem esgotar o filão temático do(s) conflito(s), estará presente na exposição o imaginário, que através de uma cultura visual sempre sinestésica, representa e (in)forma relações tensionais mais ou menos violentas, explicita ou implicitamente bélicas”, descreve a curadora Ana Cristina Cachola.

Desenho, fotografia, instalação e uma seleção alargada de trabalhos em vídeo vão ocupar todo o espaço do museu, incluindo o terraço que oferece uma vista panorâmica sobre a cidade, as suas muralhas e fortificações, e onde será exposta a peça Vadios (2018), de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, uma das cinco novas aquisições da Coleção António Cachola em exposição, às quais se juntam trabalhos dos artistas Luísa Cunha, Maria Trabulo, Rui Toscano e uma obra inédita, especialmente concebida para o projeto, de Mané Pacheco.

A exposição conta com obras de Alice Geirinhas, Ana Rito, AnaMary Bilbao, António Júlio Duarte, António Neves Nobre, Augusto Alves da Silva, Carla Filipe, Catarina Dias, Daniel Barroca, De Almeida e Silva, Fernanda Fragateiro, Filipa César, Gabriel Abrantes, João Onofre, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Luís Palma, Luísa Cunha, Mané Pacheco, Manuel Botelho, Maria Lusitano, Maria Trabulo, Marta Soares, Miguel Palma, Patrícia Garrido, Pedro Gomes, Pedro Neves Marques, Rui Serra, Rui Toscano, Salomé Lamas, Sara Bichão e Vera Mota.

Esta abre portas ao público a partir de domingo, dia 2 de dezembro, e estará patente até 31 de dezembro de 2019. O programa integra visitas-guiadas com a curadora, atividades para grupos de escolas e associações do concelho e o lançamento de publicações do MACE-Coleção António Cachola e eventos especiais no âmbito dos 12 anos do MACE, que se assinalam no mês de julho. Em Lisboa, até setembro de 2019, a exposição Arte em São Bento – Coleção António Cachola, com curadoria de João Pinharanda, permite visitar uma mostra alargada de obras da coleção que se encontram instaladas nas principais salas da Residência Oficial do Primeiro Ministro no Palácio de São Bento.

SOBRE O MACE – COLEÇÃO ANTÓNIO CACHOLA:

O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), instituição com tutela municipal, foi inaugurado em 2007, estando, desde 2015, inserido na Rede Portuguesa de Museus. Instalado num edifício de grande valor patrimonial, numa cidade reconhecida como Património Mundial pela UNESCO, o MACE faz uso do seu posicionamento ibérico estratégico para promover, nacional e internacionalmente, a arte contemporânea portuguesa. Esta instituição museológica acolhe em depósito a Coleção António Cachola, dedicada, em exclusivo, à produção artística visual portuguesa. Esta coleção, sem balizas disciplinares ou temáticas, conta com mais de 600 obras, dando especial enfoque aos artistas portugueses que começam a produzir na década de 1980, e acompanhando as criações contemporâneas nacionais até aos nossos dias. É considerada uma das mais importantes coleções privadas portuguesas e mantém-se em constante atualização. Em 2016, a Coleção António Cachola recebeu o Prémio “A“ ao Colecionismo Privado da Fundación ARCO (Madrid).

CME