Empresa do Litoral Alentejano investe 400 mil euros em novas instalações

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santiago_cacem_braz_notSantiago do Cacém – A Deltabox, uma empresa de electricidade e instrumentação industrial do Litoral Alentejano que trabalha com empresas do Complexo Industrial de Sines, inaugura sábado novas instalações num investimento de 400 mil euros.

A empresa, que está sedeada em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, a cerca de 16 quilómetros de Sines, construiu novas instalações na Zona Industrial Ligeira da mesma localidade, num terreno de mil metros quadrados cedido pela Câmara, disse hoje à agência Lusa um dos dois sócios-gerentes.

De acordo com Paulo Costa, o objectivo da empresa, que tem um volume de negócios de 16,5 milhões de euros, é melhorar as “condições de trabalho dos colaboradores”, bem como “expandir o negócio” na região e também para o mercado exportador.

“Este investimento era um objectivo já desde 2006”, disse o responsável da empresa, avançando que a decisão de iniciar a obra foi tomada em Novembro de 2008, “pouco antes da queda da banca”.

“Mantivemos o investimento, porque tínhamos uma necessidade enorme de expandir os nossos serviços. As nossas instalações eram diminutas, os nossos colaboradores já não tinham condições condignas para laborar nos seus locais de trabalho e tivemos de procurar novas instalações”, justificou.

O projecto “de perto de 400 mil euros” da empresa, que trabalha com a Galp Energia e a Repsol Polímeros, foi feito tendo “em conta os investimentos previstos para o Complexo Industrial de Sines” e pensando já em “dar resposta às novas unidades que vão ser e que estão a ser construídas nesta zona”, acrescentou.

Na Deltabox, que tem nos quadros perto de 60 trabalhadores, o número de colaboradores varia consoante “o volume de trabalho”, tendo já atingido, segundo o empresário, “um pico de 320 empregados”, o que fez desta empresa, em dois anos consecutivos, “o maior empregador do concelho de Santiago do Cacém, a seguir à Câmara”.

Os dois sócios-gerentes eram colaboradores da Deltabox quando, em 2004, tomando conhecimento da intenção da antiga gerência de encerrar a empresa, resolveram adquirir o negócio para salvar os seus postos de trabalho.

“Comprámos a empresa para salvaguardar os nossos postos de trabalho e temos trabalhado nesse sentido, daí o sucesso que a empresa tem tido”, argumentou Paulo Costa, para justificar um “crescimento exponencial na ordem dos 110 por cento anuais”.

Apesar de ter “crescido no mercado interno”, a facturação da Deltabox diminuiu pela primeira vez em 2009, em cerca de 35 por cento, algo que Paulo Costa justifica com a crise, que causou o “fecho do mercado espanhol”, onde tinha “muito trabalho”.

A empresa pensa agora “alargar horizontes”, estando a planear a criação de um gabinete de engenharia, possivelmente em Sines, e também uma expansão para “mercados emergentes”, como Angola e Brasil.

AYN.

Lusa/Fim

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