Futebol: A Bola considera “sem sentido” o “blackout” do FC Porto

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futebol_notO director do jornal A Bola considerou  “sem sentido” o corte de relações do plantel do FC Porto, na sequência da manchete de domingo sobre os incidentes no túnel do Estádio da Luz, após jogo com o Benfica.

Em declarações à agência Lusa, Vítor Serpa confessou sentir “um pouco de confusão por, em pleno século XXI, se continuar com a tendência de querer matar o mensageiro” e sublinhou a veracidade da notícia de que os jogadores portistas Fucile, Helton e Cristian Rodriguez também estiveram envolvidos, juntamente com Sapunaru e Hulk, nos desacatos com os “stewards”.

“Estamos 100 por cento certos daquilo que escrevemos e dissemos. A notícia corresponde a uma realidade que nós afirmamos e de que estamos absolutamente seguros”, referiu o director do diário desportivo, acrescentando que a “Comissão Disciplinar (CD) da Liga vai observar com certeza um vídeo que tem um determinado tipo de cenas que envolvem aqueles jogadores de que demos conta”.

Salientando que os responsáveis editoriais de A Bola têm a notícia “como absolutamente confirmada”, Vítor Serpa observou que foi aplicado “todo o cuidado na formulação da informação”.

“Não fizemos qualquer tipo de juízo de valor. Sabemos que a CD da Liga vai ver as imagens e existe também uma queixa feita na Polícia, que decorrerá no âmbito da justiça que não será a desportiva. Não dissemos se as pessoas são culpadas, se foram agressoras ou não. Apenas damos conta de que essa situação é real”, esclareceu.

Vítor Serpa lamentou que estas situações de corte de relações institucionais sejam recorrentes e recordou que o “há mais de um ano que a SAD do FC Porto tinha estabelecido que os jogadores não davam entrevistas” ao jornal A Bola.

“Gostaríamos de ter mais abertura para falar com os jogadores e nem sequer entendemos muito bem este tipo de comunicado porque o plantel do FC Porto sabe que não está autorizado a falar para A Bola há muito tempo, por razões várias que se prolongaram no tempo e que lamentamos, como essas guerras Norte/Sul”, referiu, aludindo ao prestígio nacional e internacional do diário desportivo, que completa 65 anos a 29 de Janeiro.

Referindo-se à história da publicação, Vítor Serpa, que defendeu que o jornal não pode ser “vilipendiado por dar uma notícia com todo o sentido de verdade”, acentuou que jamais se cometeria “o sacrilégio de publicar, com o destaque que teve, uma notícia que não estivesse devidamente confirmada”.

“É uma notícia desagradável para alguns jogadores do FC Porto? Bom, a nossa ideia é que não podemos pensar que as notícias são agradáveis ou desagradáveis. Qualquer notícia é desagradável para alguém. Se quisessemos esconder notícias que seriam eventualmente desagradáveis a terceiros, os jornais morreriam, acabavam-se as notícias”, disse.

Apesar do “blackout”, Vítor Serpa salientou que “o acesso à informação é inatacável” e notou que A Bola “não vai abdicar de todo o tipo de direitos” consagrados na lei no acompanhamento noticioso da equipa do FC Porto.

No comunicado do FC Porto, que perdeu por 1-0 na visita ao Benfica, em jogo da 14.ª jornada da Liga de futebol, o plantel profissional dos campeões nacionais sustenta o corte de relações com a “falta de rigor e isenção na edição de 03 de Janeiro, no que concerne a ocorrências após o jogo no Estádio da Luz”.

JOP/RYA.

Lusa/Tudoben

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