“O meu ponto de vista” – Por: Teresa Barreto

Views: 953

O meu ponto de vista

Teresa Barreto
Teresa Barreto

Incrível como as pessoas hoje em dia mudam de par amoroso com a mesma facilidade com que mudam de roupa.

O problema não está em buscar a pessoa certa, é claro que todos nós buscamos encontrar a nossa alma gêmea, a metade da laranja. O problema está em descartar tão facilmente as outras, como se fossem objetos. E em não aceitar que talvez essa alma gêmea não exista mesmo, que não é crime nem vergonha nenhuma estar solteiro, até porque solteirice não é, nem nunca foi, sinônimo de solidão e fracasso.

Invista em sentimentos verdadeiros ao invés de aparências! Não tenha um relacionamento só para mostrar para a sociedade que está com alguém.

“Que seja bom enquanto dure”, “carpe diem”, “a fila anda”. São expressões que ouço cada vez mais por aí e que denotam compromissos muito casuais. Não sei se sou “velha” demais, mas não entra na minha cabeça, não consigo ter esse apego/desapego, esse on/off, gosto/não gosto mais, de forma tão simples e fugaz.

O que vejo é que a sociedade capitalista acabou “consumisando” tudo, até mesmo os relacionamentos. Há sempre a possibilidade imperdível de um próximo e melhor companheiro, há sempre a possibilidade de substituir aquilo por algo diferente.

As pessoas cada vez mais objetificam as pessoas e humanizam objetos.

Em tudo há uma necessidade de respostas imediatas: serve ou não serve, é bom ou ruim. E nessa lógica as pessoas não se dão nem tempo de conhecerem as outras de forma mais profunda. Os envolvimentos são cada vez mais efêmeros e superficiais. E as pessoas estão cada vez mais depressivas, lotando as salas de espera de psiquiatras em busca de remédios  que curem a solidão, que preencham o vazio que elas mesmas deixam. As pessoas estão cada vez mais tentando mascarar esses sentimentos com status de superação no Facebook e fotos felizes . É obvio que existem relacionamentos que estão claramente explícitos  que não darão certo. E não estou dizendo que a pessoa deve aceitar e ficar ligada o resto da vida a um namoro/casamento infeliz, até porque insistir em algo que não vai pra frente é burrice. De forma alguma essa é minha posição.

Também não quero entrar em toda a questão de amor livre, relacionamentos abertos, modernidade, feminismo, nem nada do tipo. Tudo o que estou colocando em questão aqui é só um desabafo de uma eterna e incurável romântica, que ainda vê sempre o mundo com os olhos repletos esperança. Ninguém é perfeito e nós precisamos começar a aceitar isso antes de jogar fora uma pessoa porque ela tem um defeitinho aqui, outro ali. As pessoas estão cada vez mais intolerantes à convivência, evitando ideias como o casamento, por exemplo. Quando o que é problemático, não é a convenção casamento em si, mas como as pessoas tem se portado diante dos relacionamentos.  Quando falo que nunca fiquei por ficar, acabo me sentindo incompatível com o mundo de hoje, uma verdadeira E.T. E não sou uma “mocinha” criada repressivamente, totalmente religiosa, recatada, nem nada do tipo. Sempre tive a liberdade de ficar por ficar, de ir a lugares e conhecer pessoas diferentes, mas nunca me adaptei a esse modo de viver.

Não quero dar sermão nem enfiar minha opinião goela abaixo de ninguém, sei que cada um tem uma ideia. É só um ponto de vista que tenho elaborado através de observações e de minha experiência  no mundo.

Vocês tem o direito de discordar!

Eu vejo as pessoas passando por cima de tudo em nome da tão sonhada “liberdade” e “felicidade”. Mas será que elas existem mesmo? Será que vale a pena todo esse consumismo relacional? São coisas que só descobriremos com o tempo. Se descobrirmos…

Por: Teresa Barreto

Comments: 0