Ordem dos Advogados: Marinho Pinto defende contenção na despesa sem aumento de quotas para 2010

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justica_notO bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, defendeu ontem a contenção na despesa sem aumento de quotas na proposta de orçamento para o Conselho Geral para 2010.

“Quero rigor e contenção nos gastos”, afirmou António Marinho Pinto ao intervir na assembleia-geral da Ordem dos Advogados, que decorre em Lisboa.

Marinho Pinto afirmou querer que “a Ordem não gaste dinheiro tão mal gasto como tem vindo a acontecer”.

A título de exemplo, referiu que os conselhos distritais de Lisboa, Coimbra e Évora “gastam mais dinheiro em despesas de representação do que o Conselho Geral”.

Além disso, apontou que os Conselhos de Deontologia distritais “recorrem demasiado a instrutores remunerados” quando podiam usar recursos internos.

Marinho Pinto afirmou que, “enquanto for bastonário da Ordem dos Advogados, não vai acontecer aumentar as quotas ou cortar os benefícios aos advogados”.

“É preciso cortar despesas”, reforçou, referindo que em 2008 as despesas de pessoal atingiram mais de 5,3 milhões de euros, ou seja, mais de metade das quotizações, pelo que propõe o congelamento de salários dos funcionários da Ordem.

O bastonário defende um investimento superior a 450 mil euros para o boletim da Ordem, justificando que é “um património que se deve valorizar no futuro”, constituindo-se como único “órgão de informação sobre justiça em Portugal”.

APN.

Lusa/fim

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