Ciclismo: Volta Alentejo – Suspensão da prova é “machadada” na modalidade

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O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) classificou a suspensão da Volta ao Alentejo de 2010 como “mais uma machadada” na modalidade, enquanto um dos mais antigos directores-desportivos de equipas profissionais apontou o dedo à estratégia de internacionalização.

ciclismo“É mais uma machadada na modalidade, mas, apesar da crise económica, penso que, se houvesse vontade política, a prova podia manter-se, quer numa categoria mais baixa, quer com menos dias de corrida para reduzir os custos. De qualquer forma, é negativo para o ciclismo”, disse à Agência Lusa o líder da FPC, Artur Lopes.

A Associação de Municípios do Distrito de Évora (AMDE), entidade que organizava um evento iniciado em 1982, anunciou que não vai haver “Alentejana” em 2010, devido a problemas financeiros, esperando que “seja possível reunir as condições indispensáveis ao regresso da corrida já em 2011 como desejam todos os entusiastas do ciclismo”.

“É uma questão que já vem do passado. Foi a estratégia da FPC de internacionalizar todas as provas que nos conduziu até aqui. Sempre me manifestei contrário porque acho que o ciclismo português não tem alicerces para tantas provas internacionais. Com o mesmo orçamento da Volta ao Alentejo, dava para fazer três ou quatro corridas de nível nacional”, afirmou à Agência Lusa o director-desportivo da Madeinox-Boavista, José Santos, ex-presidente da Associação Nacional de Equipas de Ciclismo Profissionais.

A 28.ª edição da Volta ao Alentejo, que conta com o lendário espanhol Miguel Indurain entre o palmarés de vencedores, estava agendada para entre 07 e 11 de Abril, na categoria 2.1 da União Ciclista Internacional, uma das seis provas internacionais lusas.

“Depois, se a organização quiser voltar às estradas em 2011, pode haver consequências como a perda das datas ou do estatuto da corrida”, completou Artur Lopes.

HPG/SYM.

Lusa/Tudoben

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