Cultura: Évora recebe “Homenagem e Esquecimento” na visão de 16 artistas plásticos

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Um total de 42 obras de escultura, pintura, fotografia e gravura, da autoria de 16 artistas plásticos, desde Almada Negreiros a Alexandre Estrela, dão corpo à exposição “Homenagem e Esquecimento”, a inaugurar a 04 de Junho em Évora.

A mostra, com trabalhos pertencentes à colecção do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian, vai ficar patente até 06 de Setembro no Fórum Eugénio de Almeida, na cidade alentejana.

A iniciativa é da Fundação Eugénio de Almeida (FEA) e a curadora da exposição, Leonor Nazaré, seleccionou 42 obras, que permitem identificar “as intenções de homenagem e a presença do seu inverso, o esquecimento, a diferentes níveis e a partir de formulações contrastantes”.

Os artistas representados, revelou hoje a FEA, são João Cutileiro, Henry Moore, José Pedro Croft, Graça Pereira Coutinho, Noronha da Costa, Daniel Blaufuks, Ana Vieira, Canto da Maya, Almada Negreiros, Gaëtan, Fernando Lemos, Maria Beatriz, Rui Sanches, João Onofre, Cabrita Reis e Alexandre Estrela.

“Apesar de centrada na escultura, esta proposta abrange também pintura, fotografia e gravura, principalmente em casos em que a escultura é tomada por objecto ou referência”, explica a curadora, citada pela FEA.

Afiançando que existe uma “tradição celebrativa” na história da escultura que “é provavelmente tão antiga quanto a arte”, Leonor Nazaré aponta que a obra “Maqueta de Estátua Equestre”, de João Cuteleiro, ilustra a “maior corrente das consagrações da estatuária”, a que se faz “ao Soldado Desconhecido ou a figuras da iconografia religiosa”.

“Stonehenge, ligado ao culto dos mortos (série de litografias de Henry Moore), ou a peça de José Pedro Croft, também relacionável com o imaginário tumular, acentuam o lado ritual dessa conservação da memória dos que já viveram e nos precederam na decifração do mundo”, afirma.

O retrato e o auto-retrato, como forma de homenagear pessoas concretas, a homenagem ao Natal ou a um grupo pop dos anos 70, os Kraftwerk, e a “dissolução de identidades em arquétipos” ou destes em objectos são outras das leituras que podem ser encontradas em obras que integram a exposição.

Das actividades da iniciativa, fazem ainda parte o workshop “Monumento, Memória e Morte”, dinamizado pelo artista plástico Rui Sanches (no dia 25 de Junho), visitas guiadas, visitas áudio, programas para as escolas, ateliers didácticos e programas para as famílias, mediante marcação.

A FEA foi criada em 1963 por Vasco Maria Eugénio de Almeida, tendo por missão promover o desenvolvimento integrado da região de Évora, numa perspectiva de valorização do capital humano e da sustentabilidade e através da criação de oportunidades culturais, educativas e sociais.

O Fórum Eugénio de Almeida, criado em 2002, resulta da requalificação de um edifício, património da Fundação, que serviu de residência aos Bispos Inquisidores, no século XVI, e onde funcionou o primeiro teatro de Évora, no século XIX.

O espaço possui uma galeria, um auditório e um pátio interior, com cafetaria e zona de espectáculos.

RRL.

Lusa/Tudoben

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