Ensino Profissional: Número de alunos aumenta 25 por cento em três anos – associação do sector

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escolaÉvora,  (Lusa) – O número de alunos a frequentar o ensino profissional em Portugal cresceu 25 por cento nos últimos três anos, passando de 30 mil para 40 mil estudantes, revelou hoje um responsável da associação do sector.

“As escolas profissionais estiveram estagnadas durante muitos anos com 30 mil alunos, mas, neste últimos três anos, o número de estudantes subiu para 40 mil”, disse o presidente da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), José Luís Presa.

O responsável falava à agência Lusa, em Évora, à margem de uma conferência, intitulada “O ensino profissional potenciador do empreendedorismo”, integrada nas comemorações dos 20 anos do Ensino Profissional em Portugal.

A iniciativa, que reuniu professores, formadores e alunos, teve como objectivo debater diferentes olhares sobre a promoção da cultura empresarial e dos valores do empreendedorismo em contextos formativos.

“As escolas profissionais cresceram muito no início, depois estagnaram e, ultimamente, voltaram novamente a crescer. Mas o mais importante é o crescimento do número de alunos”, frisou, adiantando que estas escolas “passaram de 30 mil para 40 mil alunos, nos últimos três anos”.

Este crescimento, segundo José Luís Presa, deveu-se, em parte, ao Governo, que “definiu como meta colocar 50 por cento dos alunos do ensino secundário em percursos de formação profissional”.

“O número de alunos deve continuar a aumentar porque os países mais desenvolvidos da Europa são aqueles que mais apostam na formação profissional”, sustentou.

O responsável assegurou que “os 20 anos de experiência das escolas profissionais foram muito positivos” e considerou que “o facto de as escolas públicas terem vindo a importar o modelo de funcionamento das escolas profissionais é a prova dessa qualidade”.

Sobre a temática da conferência de hoje, José Luís Presa destacou que as escolas profissionais “criam condições para que os alunos, ao sair dos percursos educativos, possam criar a sua própria empresa numa lógica de inovação e preocupação com o mercado”.

Estas escolas “formam quadros intermédios para o tecido empresarial português e têm preocupações na mobilização dos jovens para o empreendedorismo”, considerou.

A ANESPO reúne cerca de 200 escolas e pólos profissionais de todo o país.

SYM.

Lusa/Fim.

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