Estremoz: Marechal António de Spínola homenageado terça feira na sua terra natal

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spinolaO marechal António de Spínola, o primeiro Presidente da República depois do 25 de abril, vai ser homenageado na terça feira, em Estremoz, sua terra natal, quando se assinala o centenário do seu nascimento.

A cerimónia, presidida pelo chefe do Estado Maior do Exército (CEME), general Pinto Ramalho, está a cargo do Regimento de Cavalaria 3 (RC3), aquartelado na cidade, em parceria com a Câmara Municipal de Estremoz.

O programa, hoje divulgado pelos promotores, inclui nomeadamente uma cerimónia militar, às 11:30, no Largo Dragões de Olivença, no centro da cidade, junto da população civil.

Segue-se o descerramento de uma lápide alusiva ao centenário, na casa onde nasceu o marechal António de Spínola, na Rua Serpa Pinto. Às 12:30 será inaugurada a exposição alusiva à vida do marechal Spínola, no Palácio Reynold´s (RC3).

A homenagem, segundo o gabinete do CEME, pretende assinalar o centenário do nascimento, em Estremoz, do marechal António de Spínola, o comandante da primeira unidade de Escalão Batalhão mobilizada no RC3 para a “Guerra do Ultramar”, o Batalhão de Cavalaria 345.

O evento pretende também “lembrar o grande militar que foi o marechal Spínola, durante o tempo em que serviu a Cavalaria, o Exército e as Forças Armadas”.

António de Spínola vai também ser homenageado em Lisboa, no domingo, às 11:00, dia do centenário do seu nascimento, numa cerimónia presidida pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e na qual será descerrada a placa toponímica que dará o seu nome a uma nova avenida da capital.

Na homenagem, que é da iniciativa do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, são esperadas as presenças de antigos chefes de Estado e de chefias militares.

O marechal António Sebastião Ribeiro de Spínola, militar e político, nasceu em Estremoz, na freguesia de Santo André, a 11 de abril de 1910, no ano da Implantação da República, e faleceu em Lisboa a 13 de agosto de 1996.

De 1961 a 1963 combateu em Angola, durante a guerra colonial, comandando o Batalhão de Cavalaria 345, e entre 1968 e 1973 foi governador militar e comandante-chefe na Guiné-Bissau. Foi ainda general das forças Armadas em 1974.

Antes da Revolução dos Cravos, publicou o livro “Portugal e o Futuro”, onde expressava a ideia de que a solução para o problema colonial português passava por outras vias que não a continuação da guerra.

No dia 25 de abril de 1974, como representante máximo do Movimento das Forças Armadas (MFA), recebeu do então presidente do Conselho de Ministros, Marcelo Caetano, a rendição do governo, que se refugiara no quartel da GNR do Carmo, em Lisboa, assumindo assim os seus poderes públicos.

Depois da revolução, assumiu a presidência da Junta de Salvação Nacional, a 15 de maio de 1974, e demitiu-se a 30 de setembro desse ano, tendo sido o décimo quinto Presidente da República, o primeiro após a ditadura.

Em 1981 foi distinguido com o título de marechal, a mais alta patente militar.

TCA.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Tudoben

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