Ministra questiona motivo de demissão em bloco na Unidade Local do Norte Alentejano

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A ministra da Saúde questionou hoje os motivos do pedido de demissão da administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), anunciada domingo, considerando que o atraso na nomeação da direcção clínica “não é razão”.

“Não [se justifica] o pedido de demissão em bloco de uma unidade só porque o processo está atrasado na nomeação”, disse Ana Jorge aos jornalistas, à margem da inauguração da renovação de instalações do centro de saúde de Perafita, Matosinhos.

Para a ministra, “provavelmente haverá razões” para essa demissão, sendo que a situação está já a ser avaliada junto dos “órgãos competentes”.

O conselho de administração da ULSNA apresentou a sua demissão em bloco à ministra da Saúde, Ana Jorge, revelou domingo fonte hospitalar.

Os directores de serviço do hospital de Portalegre e os directores de quinze dos 16 centros de saúde que compõem a ULSNA também apresentaram a demissão.

Esta tomada de posição surge como forma de contestação por o Governo ainda não ter nomeado dois elementos do conselho de administração para chefiar a direcção clínica e assumir o cargo de administrador delegado da ULSNA.

A ministra Ana Jorge disse esta manhã que o Ministério da Saúde apenas teve conhecimento desta situação sexta-feira “tardiamente” e que o processo está já a ser analisado.

A ULSNA, constituída a 01 de Março de 2007, integra os hospitais de Portalegre e Elvas e os 16 centros de saúde do distrito de Portalegre, depois de extinta a sub-região de saúde.

A mesma fonte hospitalar revelou à Lusa que, na sequência das demissões apresentadas à ministra da Saúde, os funcionários da ULSNA estão a promover um abaixo-assinado que tem como objectivo mostrar a sua solidariedade para com os elementos demissionários.

JAP/HYT.

Lusa/tudoben

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