Montargil: Matança do Porco à Moda Antiga

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Nota de Imprensa:

Matança do Porco  à Moda Antiga

Local: Montalvo

O Grupo de Promoção Sócio-Cultural S.Montargil, numa organização do Rancho Folclórico de Montargil e do sector de História e Património realizou no dia 29 de Janeiro de  2011 uma Matança do Porco à Moda Antiga.

Dentro do possível tentou-se  que a mesma fosse o mais fiel possível às tradições, ficando registada, contando para isso com a colaboração da C&S Photos, na pessoa do Cristiano.

Foi uma iniciativa que na sua organização contou com a participação de 23 pessoas, devidamente trajadas.

Pelas 8 horas da manhã o pessoal começou a concentrar-se junto à Casa do Povo e depois de “carregar” algum material lá fomos em viaturas próprias para o Monte do Montalvo.

O nevoeiro e o frio marcaram presença nessa manhã que no entanto estava arredada de chuva….

Ao chegar começaram-se  logo os preparativos:

Enquanto que uns recolhiam a carqueja e faziam o lume para  lá colocar a panela  com água a aquecer para a matança, assim como  o chouriço a assar, na mesa eram  colocados  uns bolinhos, pasteis e aguardente( e naturalmente o chouriço).

Colocando estrategicamente a banca, tinha chegado o momento de “agarrar” o porco preto (o que existia antigamente) e de o colocar em cima da banca. E foi  depois de alguma luta, que o Hermínio Silva, escalado para o serviço, matou o porco .Entretanto, e para dentro de um alguidar de barro, as mulheres aproveitaram o sangue que corria

O porco foi então colocado no chão, e com a ajuda de uma forquilha foi “musgado” com carqueja, até ficar bem teso, para de seguida  ser lavado.

O passo seguinte foi raspar todos os pelos, abrir , tirar as tripas e desmanchar o porco.

Depois de as mulheres migaram a carne todos foram para o merecido almoço de couves com carne.

Refira-se que a “matança do porco” teve o acompanhamento de um veterinário.

ENTRETANTO, os  trabalhos de uma “matança”continuavam com o “encher da carne”,sendo que a carne com sangue era para as morcelas e febra para os chouriços.
Na chaminé colocavam-se então “estevas”, porque o fumo das mesmas dá bom cheiro à carne (chouriças, farinheiras e morcelas) e é lá que fica a corar.
A carne fica dois meses a secar.

Projecta-se fazer posteriormente estas filmagens.

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