Banco Alimentar inicia hoje campanha de recolha de alimentos

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banco_alimentar2_notO Banco Alimentar Contra a Fome promove hoje e domingo uma nova campanha de recolha de alimentos em supermercados de 17 regiões do país, numa altura em que aumentou o número de pessoas necessitadas.

Em 17 regiões do país (Lisboa, Porto, Coimbra, Évora-Beja, Aveiro, Abrantes, São Miguel (Açores), Setúbal, Cova da Beira, Leiria, Fátima, Oeste, Algarve, Portalegre, Braga, Santarém, Viseu-Viana do Castelo), cerca de 25 mil voluntários vão estar à porta dos estabelecimentos comerciais a convidar os portugueses a doarem contribuições em alimentos.

Na maior acção de voluntariado organizada em Portugal, a campanha de recolha de alimentos vai decorrer em 1320 lojas de 17 regiões do país.

Segundo o Banco Alimentar Contra a Fome, leite, atum, conservas, azeite, açúcar, farinha, bolachas, massas e óleos são os produtos que devem ser privilegiados.

Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, disse à agência Lusa que, no primeiro semestre de 2009, 1.650 instituições foram apoiadas com produtos, que concederam ajuda alimentar a mais de 267 mil pessoas comprovadamente carenciadas.

Segundo Isabel Jonet, no primeiro semestre houve um aumento de 17 mil pessoas ajudadas pelos bancos alimentares relativamente ao ano passado.

“Tem sido crescente o número de pessoas que recorrem ao banco alimentar para pedir ajuda e também o número de instituições que pedem um acréscimo de produtos”, adiantou.

De acordo com a organização, desempregados, idosos, crianças e famílias desestruturadas são os grupos mais atingidos pela situação de agravamento da situação económica em Portugal.

Isabel Jonet considera que o aumento da procura de ajuda se deve à situação difícil em que se encontram muitas famílias portuguesas devido à crise, “porque há pessoas numa situação mais difícil devido ao desemprego, mas também porque essas pessoas deixam de poder pagar as mensalidades das creches e dos lares, deixando as instituições de solidariedade social um bocadinho asfixiadas, uma vez que não têm os recursos de que estavam à espera”.

Além das campanhas de recolha em supermercados, organizadas duas vezes por ano, os Bancos Alimentares Contra a Fome recebem diariamente excedentes doados pela indústria agro-alimentar, agricultores, cadeias de distribuição e operadores dos mercados abastecedores.

No ano passado, os 14 Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram um total de 17 500 toneladas de alimentos, equivalentes a um valor global estimado superior a 27 352 milhões de euros.

O primeiro Banco Alimentar nasceu em Portugal em 1992 e actualmente estão em actividade 17 Bancos Alimentares, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com o objectivo comum de ajudar pessoas carenciadas.

CMP.

Lusa/Fim

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