Évora: Fontes henriquinas da Praça do Giraldo e da Porta de Moura entram em obras de recuperação

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evora_praca_geraldo2Évora, 22 Jan (Lusa) – As fontes henriquinas da Praça do Giraldo e da Porta de Moura, as mais importantes do centro histórico de Évora, classificado como Património Mundial, pela UNESCO, vão entrar em obras de recuperação no final deste mês.

As duas fontes, edificadas no século XVI em dois importantes espaços urbanos da cidade, do ponto de vista simbólico e monumental, estão também classificadas como Monumento Nacional.

Integradas no sistema de abastecimento à cidade do Aqueduto da Água de Prata, estas fontes testemunham, segundo a autarquia, a evolução do gosto e do estilo arquitectónico na época, considerada a Idade de Ouro de Évora (séculos XV-XVI), e a transição formal do classicismo renascentista para o barroco.

Fonte do município alentejano explicou hoje à agência Lusa que o mau estado de conservação das duas fontes decorre da ausência de intervenções profundas e adequadas de recuperação e restauro.

Segundo a autarquia, as ameaças mais relevantes à preservação das duas estruturas patrimoniais são os danos causados por animais, a manutenção deficiente e a ocorrência passada de intervenções incorrectas, no caso concreto da fonte da Praça do Giraldo.

Também a fissuração da pedra na fonte da Porta de Moura é preocupante, afectando a sua funcionalidade, explicou a fonte do município, alegando que em ambas as estruturas os elementos metálicos são os que apresentam maior risco.

O programa de recuperação e restauro, que se vai realizar, prevê as necessárias correcções das intervenções anteriores, a limpeza da pedra e a estabilização da degradação dos elementos metálicos, a inibição da acção dos agentes biológicos, assim como a renovação dos sistemas hidráulicos, incluindo a eliminação das rupturas de água.

Os trabalhos prevêem ainda a instalação de sistemas de recirculação de água e a instalação ou renovação de iluminação cénica decorativa.

A empreitada de recuperação e restauro foi adjudicada, através de concurso público, a uma empresa especializada, com um custo de cerca de 117 mil euros e um prazo de execução de aproximadamente três meses.

SYM.

Lusa/Tudoben

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