Évora/Água: Deputado do PCP quer conhecer resultados das análises à água do Monte Novo

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Foto:josecarlosoliveira.com.br
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Évora – O deputado do PCP eleito por Évora, João Oliveira, solicitou ao Governo os resultados das análises à qualidade da água da barragem do Monte Novo, na sequência do corte do abastecimento público a Évora verificado este mês.

O deputado entregou um requerimento no Parlamento em que requer ao Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território o acesso aos resultados das análises à “água bruta” da albufeira, ou seja, antes do tratamento para abastecimento à população do concelho de Évora.

De acordo com o requerimento, consultado pela agência Lusa, João Oliveira pretende conhecer os resultados das análises realizadas à água da barragem entre “Outubro de 2008 e Janeiro de 2010”, assegurando que tais dados “já deveriam” ter sido “divulgados publicamente”.

Os resultados, argumenta, “são imprescindíveis para que se possa avaliar a explicação avançada para justificar o corte no abastecimento à população”.

O abastecimento público de água à cidade de Évora, fornecida a partir da barragem do Monte Novo, foi cortado no dia 05 à noite, devido ao excesso de metais, como o alumínio, detectados na albufeira.

A situação manteve-se até ao início da noite do dia seguinte, quando o abastecimento público foi gradualmente retomado, ficando totalmente normalizado na manhã de dia 07 de Janeiro.

Na altura, o presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto Oliveira, atribuiu o excesso de alumínio, com parâmetros acima do permitido por lei, à má qualidade da água bruta.

Também a Águas do Centro Alentejo, empresa responsável pela captação, tratamento e distribuição em alta da água do Monte Novo, garantiu, nessa altura, que o excesso de alumínio se tinha verificado na água bruta para captação.

Contudo, no requerimento entregue na Assembleia da República, o deputado do PCP argumenta que este tipo de explicações “dificilmente convence”, alegando que o alumínio é um “elemento químico” que “só surge em quantidades apreciáveis na fase de tratamento” da água.

João Oliveira dirige críticas à autarquia, de maioria PS, por ter atribuído a exploração em alta à Águas do Centro Alentejo, e afiança que a legislação aplicável a esta matéria “confirma as dúvidas sobre a explicação avançada”.

Aludindo a vários decretos-lei, o deputado realça que estes “estabelecem que as análises à existência de alumínio na água são apenas análises de rotina pós-tratamento”, ou seja, após a introdução de sulfato de alumínio no processo que é feito na ETA.

“O alumínio não é um parâmetro analisado na água bruta”, sublinha o deputado comunista, criticando, por isso, o facto de os resultados das análises à água da albufeira não estarem disponíveis publicamente.

A Lusa contactou a Águas do Centro Alentejo para esclarecer se a empresa, apesar de não ser obrigatório por lei, faz análises aos parâmetros de alumínio na água que é captada da barragem, mas não obteve resposta em tempo útil.

RRL.

Lusa/Tudoben

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