Museus: Professor universitário António Camões Gouveia é novo director do Museu de Évora

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museuÉvora – O professor da Universidade Nova de Lisboa António Camões Gouveia foi nomeado director do Museu de Évora, substituindo Joaquim Caetano, que se demitiu do cargo, revelou  o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC).

António Camões Gouveia tem leccionado cadeiras nas áreas da História da cultura e das ideias nos séculos XV a XVIII, período cronológico de “grande parte das colecções do Museu de Évora”, realçou o IMC, em comunicado enviado à agência Lusa.

O novo director do Museu de Évora foi também vogal da Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e, desde então, tem “acumulado experiência na área da gestão cultural”.

Presentemente, de acordo com o IMC, desempenhava as funções de Coordenador do Mestrado em Práticas Culturais para Municípios, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

António Camões Gouveia é ainda membro do Centro de História da Cultura da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa.

O cargo de director do Museu de Évora era ocupado, há “cerca de nove anos”, por Joaquim Caetano que, em Dezembro passado, revelou ter colocado o cargo à disposição da tutela, formalizando depois a demissão.

Em declarações à agência Lusa, na altura, Joaquim Caetano defendeu que o museu, que reabriu portas em Junho do ano passado depois de obras de remodelação, precisa, futuramente, de ser liderado por “alguém com outras características e perfil”.

Joaquim Caetano assegurou também não ter “qualquer divergência” com o IMC, mas, perante os “novos desafios” que o museu vai ter, a instituição “precisa de uma pessoa com outra capacidade de gestão e de angariação de apoios, por exemplo através do mecenato”.

Na altura, o historiador traçou também um balanço “positivo” de quase uma década à frente da instituição.

“O museu aumentou o conhecimento, promoveu exposições de um nível que nunca tinha tido e tem melhores condições para apresentar ao público e conservar as suas colecções. Com a remodelação do edifício em que está instalado, dispõe de uma melhor capacidade para o seu trabalho”, sustentou.

Um trabalho que “era importante ser feito por uma pessoa com o meu perfil”, afiançou Joaquim Caetano, que se afirmou disponível para continuar a dar o seu contributo à instituição, mas apenas “como técnico”.

A programação de exposições temporárias para este ano inclui, por exemplo, uma mostra de armas orientais (Março), outra de escultura romana (Junho), várias de arte contemporânea e uma de pintura luso-flamenga do século XVI.

O Museu de Évora possui um acervo de mais de 20 mil peças, que integram ourivesaria, desenho, pintura, escultura, lapidária, azulejaria, paramentaria, mobiliário, cerâmica, numismática ou naturália (objectos curiosos da natureza), entre outras categorias.

RRL.

Lusa/Tudoben

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