Portalegre: Pessoas carenciadas iniciam curso de cozinha na esperança de construir uma “vida melho

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portaleg02Portalegre – Mais de uma dezena de pessoas carenciadas do concelho de Portalegre, a maioria desempregadas, iniciaram hoje um curso de formação em cozinha, na escola de hotelaria e turismo da cidade, com uma duração de 200 horas.

A iniciativa pretende minimizar as situações de maior carência, proporcionando a essas pessoas a possibilidade de desenvolverem novas competências através da confeção de refeições diárias para consumo das mesmas em suas casas.

Desempregada há mais de dois anos, Cristina Silva, uma das formandas deste curso, manifestou a esperança de que a ação de formação possa ser a “chave” para vir a ter, no futuro, uma “vida melhor”.

“Eu tenho três filhos a estudar, estou desempregada há dois anos e tem sido horrível. Para mim, nasce hoje aqui uma nova esperança”, sublinhou, em declarações à Agência Lusa.

O curso de formação em cozinha para pessoas carenciadas nasceu de uma iniciativa desenvolvida pela Loja Social do município de Portalegre e conta com o apoio de várias entidades, entre as quais o Banco Alimentar Contra a Fome.

A primeira ação de formação decorre na cozinha comunitária do Mercado Municipal de Portalegre.

No final do curso, os participantes obtêm um certificado por parte da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre (EHTP), que poderá servir de base para uma oportunidade de trabalho numa unidade hoteleira.

“Em vez de caminharmos para uma política de caridade, estamos a fazer uma política de integração social e de solidariedade para com as pessoas”, justificou o presidente da Câmara de Portalegre, Mata Cáceres.

Segundo o autarca, que falava, na EHTP, na sessão de abertura do curso, esta ação de formação poderá constituir “o ponto de partida para uma nova vida”.

Mata Cáceres prometeu ainda que o apoio às pessoas carenciadas do concelho alentejano vai continuar a ser desenvolvido e anunciou que, em “breve”, o município local vai criar um conjunto de hortas sociais.

“Esta iniciativa serve para que as pessoas, em vez de estarem só à espera que lhes chegue a casa o quer que seja, possam começar a participar de uma forma ativa noutras circunstâncias”, disse.

O município de Portalegre pretende desenvolver o projeto das hortas sociais em terrenos pertencentes à câmara e também em vários espaços espalhados pela periferia da cidade, através de contratos de arrendamento.

“Esta política não é só direcionada para pessoas que carecem de emprego, deve ser também direcionada para quem goste e tenha interesse em combater o stress e ocupar os seus tempos livres”, concluiu.

HYT.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Tudoben

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