Revistas sociais “à moda do Alentejo” atingem sucesso no mercado regional

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O “glamour” dos grandes eventos sociais, casamentos, caçadas e espectáculos tauromáquicos, que se realizam no Alto Alentejo, ganharam outra dimensão desde que estão nas bancas da região duas revistas de cariz “cor-de-rosa”.

    Talhadas para traçar o sucesso e para reportar o que de melhor se passa na região, as revistas “InAlentejo” e “NortAlentejo” são verdadeiros sucessos de vendas à escala regional.

    “A InAlentejo é uma aposta ganha, apesar do contexto económico em que vivemos e do baixo nível populacional que possuímos”, considera João Alves e Almeida, director da revista social.

    Este género de publicações, segundo o responsável, atinge o sucesso porque “existe também gente gira fora dos grandes centros e as revistas nacionais da especialidade não exploram essa parte”.

    Com a redacção sedeada na cidade fronteiriça de Elvas e direccionada para a classe média, a “InAlentejo”, com periodicidade mensal, tem-se revelado um verdadeiro sucesso de vendas.

    “Nós temos vendido entre 90 e 92 por cento das edições impressas. De acordo com os números que tenho, posso avançar que vendemos mais de três mil revistas por mês, com um preço de capa de 1,25 euros”, disse.

    Por sua vez, Ricardo Nunes, director da revista “NortAlentejo”, explicou à agência Lusa que o principal objectivo do projecto passa por “reportar os principais eventos sociais da região e promover cerimónias de relevo”.

    “Embora a tauromaquia social seja o tema mais explorado até ao momento”, sublinhou.

    Com um preço de capa de dois euros, a revista produzida a partir de Portalegre vende mensalmente “mais de dois mil exemplares”.

    “As vendas dependem dos meses e dos conteúdos, mas posso revelar que não temos grandes dificuldades em angariar publicidade e publicar a revista”, declarou.

    Para o director da “NortAlentejo”, as capas que reportam as festas promovidas pela própria revista “são as que mais têm vendido”.

    “As festas são o suporte da revista e a revista o suporte das festas”, frisou.

    Com o mercado do Alto Alentejo completamente “rendido” aos encantos das revistas “cor de rosa”, ambas as publicações projectam implantar-se em Lisboa para levar aos alentejanos que aí residem os acontecimentos de relevo e a vida social que se desenvolve na sua terra natal.

    “A nossa revista já está à venda em Lisboa, no Campo Pequeno, uma vez que nós damos destaque à tauromaquia e aquele espaço é óptimo para vender, mas queremos expandir”, declarou João Alves e Almeida.

    A “NortAlentejo” em tempos não muito longínquos já foi comercializada na capital e pretende regressar “a curto prazo” ao mercado lisboeta.

    “Um dos objectivos passa por colocar à venda a revista em Lisboa, porque existe muita procura”, frisou Ricardo Nunes.

   

    Lusa/tudoben

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