Alqueva: Ministério da Agricultura e município de Portel avançam com parceria em investimento turístico

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O município de Portel, a empresa gestora do Alqueva e o Ministério da Agricultura pretendem desenvolver um projecto turístico e um parque temático, num monte perto da barragem, para mostrar que é possível conciliar turismo e ambiente.

    Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Portel, Norberto Patinho, argumentou que o projecto pretende “dar uma imagem” do turismo que se pretende para Alqueva.

    “Um turismo que saiba valorizar o que temos, o nosso potencial. E o potencial desta barragem, ninguém lhe pode retirar esta imagem, é sermos a única grande barragem que há no mundo, o único grande lago, rodeado de sobreiros e azinheiras. É esse valor que temos que saber rentabilizar em prol do turismo”, disse.

    O projecto incide no Monte Pardieiros de Baixo, na margem direita da albufeira, próximo do paredão e adquirido pela Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA), tutelada pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP).

    Disponíveis para uma possível parceria com privados, os três parceiros públicos planeiam construir nessa área “um hotel de referência, eventualmente algumas habitações” turísticas e “um centro interpretativo” dedicado ao montado e a Alqueva.

    “Os planos estão a ser trabalhados”, revelou o autarca, acrescentando que o centro interpretativo pretende que os visitantes, “de uma forma lúdica e pedagógica, possam conhecer o Alentejo e ficar a perceber bem o que é o potencial do montado e o próprio sistema de Alqueva”.

    Ainda sem valores de investimento definidos, Norberto Patinho, que já recebeu a garantia do ministro da Agricultura, Jaime Silva, de que será assinado um protocolo para viabilizar o projecto, acredita que este poderá constituir um exemplo de conciliação ambiental e turística.

    “O nosso objectivo fundamental é tirarmos partido do potencial turístico e mostrarmos o que se pode fazer preservando a qualidade e fazendo até da qualidade o factor de atracção”, afiançou.

    O autarca salientou ainda que, apesar do turismo não ser vocação do MADRP, a EDIA é uma empresa “de desenvolvimento” e de fins múltiplos, nos quais cabe o potencial turístico.

    “Um desses fins múltiplos é o turismo”, sublinhou, defendendo que o sector público não pode “unicamente esperar que os privados apresentem as suas iniciativas”.

    É necessário, continuou, que as entidades públicas também corram “o risco” para que, ainda que em parceria com os privados, possam ter “uma acção pedagógica” sobre o turismo na zona.

   

    RRL.

    Lusa/Tudoben

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